11 Minutos

11 Minutos - Parte 1

12:16



INTRODUÇÃO

Carlie Sophia é uma garota de 16 anos de classe média baixa, com medos e sonhos como uma garota normal da sua idade, que ver a oportunidade de ajudar a sua família e crescer na vida a partir de um concurso de beleza, Carlie vai enfrentar os problemas da "Perfeição" como bulimia, problemas com o corpo, cirurgia plásticas e diante de tudo vai encontrar o amor da sua vida, Mathias Albert, que terá problemas com o rumo que ela tomou.

PARTE 1


Quando fiz 15 anos, eu não acreditava que eu tinha 15 anos, para mim aquilo era extraordinário ou talvez um absurdo porque eu não queria ter 15 anos, claro que eu queria ter 18 e ser livre, mas eu não queria bem isso, não queria ter 15 , queria ser livre e ter 14 para sempre e não ter problemas e responsabilidade porque isso é a pior parte de estar se tornando maior de idade. 




Fazer 16 anos então foi tipo "você está mais próximo de ser maior! Você está mais próximo de morrer!" OMG! Mas tudo bem, quando fiz 16 anos era como se eu tivesse feito 15, vai saber, sou 1 ano atrasada, mentiram minha idade, até perguntei a minha mãe e ela me falou mal. Ok mãe, vou aceitar minha idade. Meu pai saiu de casa quando eu tinha 8 anos. Na verdade, ele mal parava em casa, via ele poucas vezes e depois disso ele sumiu deixando minha mãe com duas filhas, eu e a Lily. Até então meu pai nos sustentava, minha mãe não tinha terminado os estudos e conseguir um emprego bom era algo bem difícil, então, a única solução foi ser diarista. Eu e a Lily ficávamos na casa da Isadora, amiga da minha mãe, logo depois entramos em uma escola de tempo Integral e foi mais fácil para minha mãe e horrivel pra mim porque odiava passar o dia todo na escola e voltar apenas a noite em casa. 

Quando fiz 13 anos isso acabou ao menos pra mim, eu já poderia me virar só em casa, mesmo antes de 13, mas minha mãe não queria me tirar de lá antes disso, logo aprendi a fazer comida e coisa e tal e a Lily já tinha 8 anos quando a mãe tirou ela da escola Integral e colocou em uma normal, no mesmo horário que eu. Eu ficava com a Lily o que não era tão chato, ela era muito diferente das outras crianças, muito quieta e eu a amava. Com 15 anos, eu dei o primeiro beijo, sim com 15 anos, minha idade quase inaceitável, ele estudava na mesma escola que eu, e a gente trocava muitos olhares até que a Julie, minha melhor amiga que era muito mais fácil para lidar com garotos do que eu, falou para ele que eu estava a fim dele. Ele era muito lindo até, mas muito mané, ficamos duas vezes e depois ele começou a namorar com uma piranha da escola, fiquei com outros garotos, que a Julie "arrumou". 16 anos, eu vou entrar para o 2° ano do ensino médio e Deus do céu! Eu também não acredito nisso, sempre fui meio descuidada com aparência mas sempre recebi elogios e coisa e tal que ignorei totalmente porque me achava horrível. 

Amanhã começo a estudar novamente, adeus férias . Me jogo na cama e acordo as 6 hrs, tomo banho, visto meu novo uniforme,
horrível, uma calça muito folgada, uma blusa azul com branco, muito feia mas ok. 

Pego o ônibus da escola, que tinha poucas pessoas o que me deixou
impressionada porque era sempre lotado. Assim que desço encontrei a Katharine, ela simplesmente não gosta de mim e eu tão pouco dela, a Julie pega o carinha que ela gostava e ela também odeia a Julie, virei a cara e entrei. Sempre amei o 1° dia da aula, mas somente o “1° Dia de Aula” eu fico mega ansiosa para essa coisa de quem vai ficar na minha sala, aonde é a minha sala, meus professores e tal... a Julie desde começo que entrei na escola de período normal (pela manhã) estudou na mesma sala que eu ficava, o que me salvava, eu não me imaginava sem ela e com certeza esse ano ela vai ficar, ela tem que ficar.

Eu esperava ver pessoas novas, mas são as mesmas pessoas de sempre, andei um pouco procurando a sala e também a Julie. Como essas garotas conseguem acordar tão cedo para colocar quilos de maquiagem no rosto?

Provavelmente elas confundem isso aqui com o circo, mas ok. Finalmente encontrei minha sala, a última sala da escola, qual é o bullying? Julie... Julie...Julie, espera, Julie...Como assim? 
Eu senti um sentimento de raiva com angústia e medo, com vontade de acabar com a pessoa que separou os alunos em salas, meu Deus! Eu não quero ficar só aqui, em uma sala com várias pessoas que eu mal falo e sem minha melhor amiga.
Tocou o sinal e o jeito é entrar ou não, caminhei até as outras salas e encontrei a sala da Julie. Ela estava caminhando na minha direção, com cabelos loiros e presos, acho que se eu fosse lésbica eu a pegava.

-Para Carlie – falei pra mim mesma.
A Julie me abraçou. -Tudo bem? – falei
-Sim e você? – respondeu com um sorriso –
Sim, fora o fato de que a gente não ficou na mesma sala. – fiz cara de negação -Oi? – falou e leu a lista de alunos da sala dela
-Pois é, mas então eu pensei vou entrar na sua sala e pronto.
-Tudo bem, vamos, mas e quando notarem isso?
-No intervalo a gente sobe para falar, ou melhor, fazer drama com a diretora.
-Isso ;

Entramos e sentamos nas últimas cadeiras, a maioria dos alunos já tinha ocupado as suas, havia uma típica professora velha e chata lá, sentada, olhando para sala e esperando os outros chegarem.

As escolas devem ter um padrão de professor assim. Bem, todos chegaram aparentemente ,e ela começou a falar sobre o novo ano coisa e tal. A disciplina dela é português. Ela revisou o conteúdo antigo e ao fim da primeira aula ela não fez a chamada de alunos (para o meu alivio). Com um intervalo de 3 minutos entrou um homem, alto, magro, cabelos castanhos se apresentou como Roberto e começou a fazer a chamada. ME F*D* A. G. M. R. Z Ele olhou bem pra mim e outra garota que está sentada na frente

-E vocês?
-Bom, eu não achei meu nome em nenhuma das salas então entrei nessa – falou a menina da frente.
-Tem certeza? – perguntou
-Sim – respondeu -Bom, vamos ver qual seu nome?
-Natally Lins. Vasculhou os papeis que estava na sua mesa por um tempo
-É não tem mesmo, vamos ver com a diretora... e você? – olhou pra mim
-Bom, eu também, não achei meu nome. – respondi, falei meio nervosa.
-Hmm... seu nome? -Carlie Sophie Drummond
-Ok Olhou os papeis e logo falou -Ah, você não olhou muito bem não é mesmo? -Como assim?
-2° ano A1
-Tudo bem, desculpa, eu não vi direito.
-Vamos comigo – respondeu.

Soprei um tchau para a Julie e fui com ele, respirando alto todo o caminho, estava com muita raiva e essa é a minha respiração estranha de raiva.

-AR! - Falei.
-O que?
-Essa sala tem AR, eu não posso tenho sinusite – inventei, eu estava desesperada, não queria ficar ali, então inventei.
-Isso explica o fato da sua respiração mega forte
-Sim, sim – respondi. -Hm, tudo bem, volte para a outra sala, avisarei a outra diretora. 

Caminhei até a sala e sentei novamente no meu lugar

-O que houve? – Julie perguntou
- Depois conto, mas consegui ficar aqui – respondi e sorri.


Colocaram meu nome na chamada e a aula seguiu muito chata. Nunca estudei em uma sala com tantos garotos manés, a Katharine estava sentada na dela na cadeira do meio e assim foi até o final, quando tocou o sinal.

Ajeitei os cadernos na bolsa e caminhei até o portão com a Julie. Peguei o ônibus e voltei para casa e a mãe não havia chegado ainda, então, fui até a casa da Isadora e a Lily estava lá. A Isadora disse que a mamãe só voltaria a noite e pediu para eu ligar pra ela , e, apesar de eu ter achado estranho, peguei o celular e liguei. 
-Mãe? 
-Oi, hoje era dia de diária na casa do Rafael Cast, aquele que eu te falei que é idealizador do Miss Rio de Janeiro. 
-Sim, sei. 
-Então, ele me chamou para ajeitar algumas coisas no local do evento e precisa de mais pessoas, então pensei que você queria vir, 200 reais no final do dia. 
-Claro que eu quero – respondi, estava precisando do dinheiro.
-Então anota o endereço, pega um ônibus e vem, a Lily fica com a Isadora, já falei com ela. 
-Tudo bem – respondi. 
Ela me passou o endereço, tirei a roupa da escola, vesti uma calça jeans preta e uma camiseta de uma banda teen internacional que eu amo, uma sapatilha preta e saí. 
Fiquei no ponto de ônibus esperando por 30 minutos, já estava p*ta da vida porque odeio esperar, qualquer coisa que seja. Quando finalmente chegou, lotado, muito lotado, paguei, e me apertei lá dentro, um cheiro nada agradável, pois é, acho que as pessoas deviam sair mais cheirosas de casa. Não demorou muito até lá, o que foi um alivio, mais um minuto ali dentro e eu morria. 
Minha mãe estava arrumando coisas em um dos camarins. 
-Quase não chego viva - falei 
-Por quê? – minha mãe perguntou 
-Ônibus mega lotado, e pessoas fedidas. 
-Ah, normal, Carlie, por favor – retrucou. 
-Não é normal não, mãe, não discute. 
-Hmm... bom, naquela caixa tem alguns vestidos, pega aquela arara e coloca eles. – falou apontando para a caixa e para a arara 
-Tudo bem. 
Abri e caixa e "Oh Deus! Preciso roubar tudo isso pra mim, todos muito perfeitos" , coloquei todos com cuidado na arara quando o Rafael Cast entrou no falando no celular, bastante nervoso. Eu fiquei muito atenta, porque sou uma curiosa e não sou uma gata, curiosidade não me mata. 
-Como assim desistiu... doente? Mas logo agora... Ah não... Ok, ok... Vou ver o que faço. – continuou falando quando olhou pra mim. 
-Não, não, espera, acho que encontrei uma solução – falou e desligou o telefone e continuou olhando pra mim, eu já estava constrangida arrumando os vestidos e olhando de canto se ele continuava olhando pra mim, ele se aproximou e falou.
-Você é muito linda, sabia? 
-Ah, obrigado, mas não sou. 
-Claro que é um pouco desajeitada, mas é sim – continuou. 
-Ela é sim, todos falam – disse minha mãe. 
-Mãe, claro que não, para. 
-Não adianta retrucar, você é e pronto, mas é o seguinte, a garota que eu estava patrocinando no Miss Rio de Janeiro desistiu porque ficou doente, e precisou ficar internada e eu tenho que conseguir outra garota até amanhã, topa ser essa garota? 
"Como assim?" Falei pra mim mesma, eu não me achava bonita, isso seria muito ridículo, pensei. 
-Nossa, até aceitaria, mas não tenho o perfil desse concurso. 
-Tem sim – ele me levantou e me guiou até a o espelho – Olha pra você, você é linda, garota, tenha autoestima. 
-Porque não aceita, Carlie? – perguntou minha mãe 
-Não sei. 
-Fora que você pode ganhar muito dinheiro com isso – essa foi a parte que me interessou de verdade, ajudar a minha família a ter uma vida melhor, esse foi o ponto decisivo para que eu tivesse uma resposta. 

-Ok, aceito, como vai ser isso?


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